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Sobre o assunto corrupção, cadê a novidade?

Jornalista/Repórter. Rubenn Dean Paul Alws.
Sobre o assunto corrupção, cadê a novidade?
Esse é o Brasil dos Brasileirinhos.

Suspeitas na Petrobras: "mensalão 2" ou nova lista de Furnas?

Demorou, mas a Polícia Federal voltou a figurar entre os atores principais de uma corrida presidencial. Foi assim em 2002, com o Caso Lunus; em 2006, com os Aloprados; em 2010, com o dossiê anti-Serra.
Dessa vez é a Operação Lava Jato, que a PF deflagrou em março e levou à prisão, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, amigo colorido de meia Brasília, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. O esquema, segundo a polícia, movimentou um volume astronômico de dinheiro, algo em torno de R$ 10 bilhões, o que coloca no bolso todos os outros escândalos citados e não citados.
Preso sob a acusação de receber propina e participar de um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Costa já tinha dito em sua cela que, se falasse tudo o que sabia, não haveria eleição neste ano. Pois agora ele resolveu falar.
Em depoimento que chegou no início da semana ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, o ex-diretor da Petrobras disse que 12 senadores, 49 deputados e ao menos um governador receberam dinheiro desviado da estatal. De acordo com ele, os políticos ficavam com 3% do valor dos contratos da Petrobras. O teor do depoimento começou a circular na noite de sexta-feira, o que levou à apreensão de muita gente para saber se aparecia ou não na lista.
A revista Veja que começou a circular nesta semana trouxe o nome dos supostos beneficiados, entre eles os atuais presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os governadores Sergio Cabral Filho (PMDB-RJ) e Roseana Sarney (PMDB-MA). O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em um desastre aéreo no último dia 13, também é citado.
As acusações envolvem ainda o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e o secretário nacional de finanças do PT, João Vaccari Neto (PT).
Candidata à reeleição, a presidenta Dilma Rousseff (PT) não é citada, mas a bomba lançada em seu colo tem potencial de destruição considerável, sobretudo porque entre os supostos casos de propina citados pelo delator está o negócio que resultou na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O episódio causou um prejuízo bilionário à empresa brasileira, que comprou a parte de um sócio na refinaria com valores muito acima da realidade, e motivou a instalação no Congresso de uma CPI. Dilma era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras na época do negócio.
Ainda que as suspeitas não se confirmem, é fato que o assunto deve dominar o noticiário, até então marcado pela reprodução de dos embates retóricos sobre novas e velhas formas de fazer política (e velhos casos de corrupção). É tudo o que a oposição queria.
Costa passa a ser agora o símbolo máximo da velha política que os adversários tentam associar ao atual governo. Ele foi indicado ao cargo pelo PP, partido da base do governo, com a anuência do PT e do PMDB, segundo a Folha de S.Paulo. De lá, afirma a PF, ele montou um esquema de distribuição de propina que até agora tinham os nomes dos corrutos e não dos corruptores. Os nomes da outra ponta, inclusive de construtoras bilionárias, aparecem às vésperas da eleição – os demais escândalos haviam ocorrido na largada da corrida eleitoral, e os atingidos tiveram tempo para reagir e depurar o que era pedra e o que era cascalho. E agora?
Se a campanha precisava de um fato novo para alterar o quadro eleitoral, o fato novo está lançado. Atinge as duas principais candidaturas e dá fôlego a Aécio Neves (PSDB), que fatalmente usará o tema para emparedar as rivais, sobretudo a presidenta. Em um primeiro pronunciamento, ele citou as suspeitas como “Mensalão 2”. “São as mais graves denúncias da história recente”, disse.
Trunfo eleitoral dos governos petistas nas últimas eleições, a Petrobras se torna assim seu calcanhar de Aquiles. Como o governo, a candidata e os citados no depoimento-bomba reagirão? O PSDB surfará sozinho na crise? Ou ouvirá, como réplica, que seus dirigentes são também suspeitos de receber propina em uma investigação similar, a do cartel do Metrô em São Paulo?
Essas são as perguntas imediatas que passam a ser respondidas pelos suspeitos, atingidos e não atingidos a partir de hoje. Será um longo fim de semana, que provavelmente só terminará em outubro. As perguntas seguintes, quando cascalho e areia estiverem devidamente filtrados, serão outras. Entre elas, se o caso será lembrado, no futuro, como um novo (e mais grave, aparentemente) “mensalão”, que levou a cúpula do governo Lula à prisão, ou um novo caso Furnas, esquema de corrupção e lavagem de dinheiro da central elétrica para abastecer a campanha de políticos, a maioria do PSDB, que também apareciam em uma lista com seus nomes e sobrenomes. Em um caso houve investigação, acusação, julgamento, condenação e prisão. No outro houve esquecimento. Essas são as perguntas que cabem apenas à Justiça.
*Na foto de Wilson Dias/ABr, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o senador Romero Jucá e o presidente do Senado, Renan Calheiros, participam da sessão solene do Congresso, em outubro do ano passado, em homenagem dos 60 anos da Petrobras. Todos aparecem na lista de supostos beneficiários no esquema de propina na empresa, segundo delator

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